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Plano de Paisagem

A evolução e dinâmica da paisagem da serra de Sintra em Cascais, nos últimos 30 anos, tem primado pela transformação de um território de cariz rural para uma estrutura de organização periurbana dispersa, com a consequente descaracterização e perda de identidade. O crescimento da malha urbana levou ao abandono do campo, aquilo que em tempos era uma paisagem rural é hoje uma zona de transição, onde a linha entre o campo e a cidade desapareceu. Importa assim, e porque estamos a falar de uma área protegida com estatuto europeu, salvaguardar o que se considera um território com potencial para conservação da natureza e valorização do legado histórico.

A visão para o este território compreende, antes de mais, um entendimento com os proprietários e a necessidade de valorizar os seus territórios na prestação de serviços dos ecossistemas à comunidade, que deles beneficia direta e indiretamente. Importa também promover, entre todas as entidades que gerem o território, a necessidade de evoluir e alterar drasticamente o modelo de gestão da paisagem, de modo a ser integrado e com um objetivo comum. Somente com esta parceria entre proprietários e instituições, podemos visualizar um território bem gerido, que soube preservar a sua identidade, recuperou o seu legado histórico e se assume como um polo de dinamização do turismo de natureza, associando a paisagem como a conjugação da natureza e a interação humana.

Por uma paisagem “organizada” entende-se que as funções dos ecossistemas funcionam em pleno com impacto direto na qualidade de vida da população, os diferentes usos do território são compatíveis com os valores naturais e culturais, protegem, valorizam ou enaltecem a vida selvagem, a história e os saberes da região, as comunidades presentes neste território estão protegidas e beneficiam pelo facto de estarem inseridas numa área protegida bem como das dinâmicas económicas e sociais promovidas.

Os fatores de risco de incêndio florestal são reduzidos face à alteração de uso do solo, com a introdução de um novo modelo de gestão, que compatibiliza usos e potencia a valorização dos habitat e espécies, mas também a dimensão económica e social de todo um território.

O Plano abrange uma área de estudo e intervenção de cerca de 2357,13 hectares (ha), distribuídos por duas freguesias: 2199,63 ha na freguesia de Alcabideche (93%) e 157,26 ha na união de Freguesias de Cascais e Estoril (7%).

A requalificação dos ecossistemas terrestres no concelho de Cascais é cofinanciada pelo POSEUR. Saiba mais AQUI.

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