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Núcleo de Interpretação da Duna da Cresmina

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No âmbito das medidas decretadas em contexto de pandemia #Covid19, o centro encerra temporariamente a partir do dia 15 de janeiro.
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O espaço dispõe de uma exposição fixa sobre o sistema dunar e serve como ponto de partida para momentos de descoberta, levando os visitantes a explorarem e sentirem, através de um percurso de passadiços, as dunas do Guincho e as suas especificidades.

Neste passeio é possível observar plantas endémicas da região, com características especiais adaptadas ao sistema dunar. Estas espécies vivem em perfeita harmonia com insetos, répteis e aves, formando um ecossistema singular cuja sobrevivência depende do equilíbrio das dunas.

O percurso é apoiado por painéis informativos e flyers, podendo igualmente os visitantes recorrer aos guias de natureza do local para um esclarecimento mais aprofundado.

O SISTEMA DUNAR GUINCHO-CRESMINA

As dunas do Guincho-Cresmina pertencem ao complexo dunar Guincho-Oitavos, localizado na zona Sul do Parque Natural de Sintra-Cascais. Caracteriza-se pelo transporte de areia das praias do Guincho e da Cresmina por um corredor eólico, regressando  ao mar na zona entre os Oitavos e a Guia, após migrar sobre a plataforma rochosa aplanada do Cabo Raso.

Por serem sistemas muito dinâmicos, os seus habitats naturais apresentam um delicado equilíbrio ecológico, seguindo um gradiente de solo pobre (areias) e condições climatéricas adversas (ventos fortes carregados de sal). Embora frágeis, os cordões dunares mostram-se estruturas geológicas muito importantes, uma vez que assumem um papel de proteção dos terrenos interiores da subida do nível do mar.

Como tal, as dunas do Guincho-Cresmina são um sistema ativo e extremamente instável devido à constante mobilização de partículas arenosas pelos ventos fortes que se apresentam com orientação noroeste-sudeste. A existência de barreiras impermeáveis estreitou o corredor de transporte de areia acelerando a sua dinâmica.

Com a velocidade dos ventos a aumentar, a deposição de sedimentos passou a efetuar-se numa zona mais afastada da linha de costa com consequente diminuição da área de praia. Paralelamente, a pressão humana no local não só levou à fragmentação da vegetação endémica, como à introdução de espécies sem interesse conservacionista.

Estudos revelam que a duna da Cresmina avança, em alguns sentidos, cerca de 10 metros por ano. São dados que, a longo prazo, podem ter efeitos dramáticos no que respeita a perda de solos aráveis, infraestruturas e habitações, pelo que é de extrema importância a continuação dos trabalhos de estabilização do solo e dinamização do coberto vegetal natural da região.

Flyer Informativo

Gestão Ativa de Habitat Pós-Fogo Duna da Cresmina: Nota técnica

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