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Alerta: Golfinhos!

 

A ocorrência de cetáceos na costa de Cascais tem sido reportada ocasionalmente ao longo dos séculos.

No entanto, nos anos mais recentes têm sido registados vários avistamentos e arrojamentos de golfinhos, essencialmente de roaz-corvineiro (Tursiops truncatus) e golfinho-comum (Delphinus delphis).

O acesso a tecnologia, e nomeadamente a evolução dos telemóveis, permite que qualquer pessoa consiga registar estes momentos, georreferenciá-los e partilhá-los numa questão de segundos.

Neste âmbito, a Cascais Ambiente desenvolveu uma campanha de ciência cidadã, com os seguintes objetivos:
> Sensibilizar a população para a presença de cetáceos na costa de Cascais
> Sensibilizar os proprietários de embarcações para a correta aproximação aos golfinhos
> Criar uma base de dados de avistamentos de golfinhos na costa de Cascais

Participe, enviando informação do avistamento de golfinhos, através de formulário próprio que pode encontrar AQUI

DESCRIÇÃO DAS ESPÉCIES MAIS COMUNS EM CASCAIS

Golfinho-roaz (Tursiops truncatus)
O golfinho-roaz, golfinho-nariz-de-garrafa ou roaz-corvineiro é a espécie de golfinho mais conhecida  no mundo inteiro, especialmente porque se distribui ao longo de águas costeiras e oceânicas em todos os mares do planeta, com exceção dos mares polares. 
Possui um corpo e cabeça robustos e um bico curto, largo e nitidamente distinto da cabeça. A sua barbatana dorsal é alta e falcada. Possui um corpo hidrodinâmico e em forma de torpedo. Os adultos têm um comprimento médio de 4 metros. 
É uma espécie que forma pequenas comunidades fidelizadas a um local específico, constituídas por indivíduos que interagem entre si e que têm pouco ou nenhum contacto com outros indivíduos da sua espécie. Em termos de habitat, podem considerar-se duas categorias de roazes: os que vivem junto à costa, associados a baías, margens abertas e grandes rios estuarinos, mangais e outras zonas litorais e os oceânicos, que vivem em mar aberto ou em águas insulares profundas.
As maiores ameaças a esta espécie são a captura, tanto para alimentação como para utilização da sua gordura como isco. Por vezes são capturados porque os pescadores acreditam que eles prejudicam as suas capturas, por competição pelas mesmas espécies. São ameaçados também pela captura acidental em redes de pesca e pela captura intencional para apresentação em espetáculos acrobáticos.

Golfinho-comum (Delphinus delphis)
O golfinho-comum é uma espécie pelágica comum em águas temperadas a tropicais de todo o mundo. Esta espécie apresenta uma linha lateral preta, flancos cinzento-bege e amarelos, formando um elaborado padrão em ampulheta com linhas cruzadas que o distingue de outras espécies. Possui um bico longo e pontiagudo. Tal como a maioria dos delfinídeos apresenta a região dorsal escura e a região ventral mais clara.
Esta espécie pode oscilar entre os 1,6 a 2,4 metros de comprimento e entre 100 a 200 kg de peso, sendo que as fêmeas são ligeiramente menores que os machos. 
É comum em águas tropicais e temperadas de todo o mundo, apresentando uma ampla distribuição. Em alguns locais realizam migrações sazonais associadas a correntes oceânicas. Em Portugal, esta espécie está presente tanto no Continente, como na Madeira e nos Açores. Ocorre ao longo da plataforma continental ou por vezes próximo da costa em zonas de águas profundas. Muitas vezes associada a zonas de convergência, influenciadas por fenómenos de upwelling, sendo comum em águas com temperaturas entre os 10 e os  28ºC.  
Apesar de ser uma das espécies abundante, em algumas zonas do globo as populações de golfinho-comum têm vindo a decrescer nas últimas décadas, devido a caça direta (para alimentação ou por interferências com as pescas), captura acidental em diversas artes de pesca (em especial as redes de cerco, arrasto, envolventes e de deriva), degradação do habitat, e elevados níveis de contaminantes tóxicos presentes tanto nas presas de que se alimenta como nos seus próprios tecidos torna-os suscetíveis a diversas doenças. Também são afetados pela poluição sonora. 

CÓDIGO DE CONDUTA NA APROXIMAÇÃO DE UMA EMBARCAÇÃO A GOLFINHOS:
1. Evite mudanças bruscas de velocidade, direção e sentido no rumo da sua embarcação;
2. Não exceda a velocidade de deslocação dos animais;
3. Mantenha um rumo paralelo e pela retaguarda dos golfinhos, de modo a que estes tenham um campo livre de 180º à sua frente;
4. Posicione a sua embarcação num sector de 60º à retaguarda dos golfinhos;
5. Evite fazer ruídos na proximidade dos roazes, que os perturbem ou atraiam;
6. Esteja atento à aproximação de outros golfinhos;
7. Não permaneça mais de 30 minutos na proximidade de um grupo de golfinhos;
8. É proibida a aproximação ativa a menos de 30 m de qualquer golfinho – devemos deixar que sejam eles a aproximar-se de nós;
9. É proibida e permanência de mais de 3 embarcações num raio de 100 m em redor dos golfinhos;
10. É proibido perseguir ou provocar a separação de grupos de golfinhos, especialmente o isolamento das crias;
11. É proibido alimentar, tocar e nadar com os golfinhos;
12. É proibida a aproximação aos golfinhos cuja proximidade à costa condicione os seus movimentos relativamente à embarcação;
13. É proibida a utilização da marcha à ré na proximidade de um grupo de golfinhos, salvo em situações de emergência;
14. É proibida a utilização de jet-skis, motos de água e veículos afins na observação de golfinhos.

ENCONTROU UM GOLFINHO NA PRAIA? SAIBA O QUE FAZER!
O aparecimento de golfinhos nas praias (mortos ou vivos) é um fenómeno recorrente, denominado por arrojamento, que ocorre em todas as regiões do mundo onde estes animais habitam.

Porque acontecem?
> Causas naturais
> Doenças
> Ferimentos
> Problemas de orientação
> Ação humana

Para mais informações, consulte a rede de atuação de arrojamentos, gerida pelo Instituto de Conservação da Natureza e Florestas: 

http://www2.icnf.pt/portal/pn/biodiversidade/gestao-biodiv/roazes-do-sad...